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Mais um ano que em Araxá nenhum dia de voo foi igual ao outro. Durante uma semana acompanhamos a condição e mesmo com termais muito fortes, a saída estava complicada. Devido a uma influência de vento SUL, quase todos os dias após as 15hr o vento estava caudal na rampa, ou lateral.

Um Cúmulus Congestus que se desenvolveu a mais 40Km a norte da rampa. Até o momento que perde a força e o vento mais forte da camada superior destrói o topo.

A foto acima foi escurecida para realçar a fumaça. A fumaça sobe com pouca deriva com vento de NE e acima outra camada de vento contrária vindo forte do quadrante Sul, quebra a subida ficando quase derivando na horizontal, e um pouco mais a frente subindo para alimentar a base nuvem; pode-se observar também a camada de cizalhamento.
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Visão da rampa do pouso oficial, que praticamente todos conhecaram em algum dos dias da competição. Infelizmente o resgate do pouso da frente da decolagem é longo, mais de 14Km. Tinhas que dobrar rápido pra poder subir e conseguir decolar novamente, quando conseguia chegar antes do vento mudar.
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Grandes campos e vegetação resistente. Poucos dias depois de uma queimada a superfície já está verde.
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Veja que o troco está todo chamuscado, e mesmo assim brotos verdes nas extremidades dos galhos.
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Quinta-feira, 12:45 (horário local), vento de frente pra rampa, Curreca ao fundo já enroscando na residente do pouso.
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Aguardando a condição na sombra com o Durwal (Ursão).
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É um Passaro, avião? Nao um Tubarão grudado nas costas do Carioca (enquanto ele esperava o momento de decolar e fazer 60Km)? Quem diria que o menino ia chegar tão tarde no hotel, hehehe, mas não reclamou!
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Umas das poucas fotos em voo…
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Não sei quem é o piloto, mas ficou boa a foto, e como foram poucas. Subindo, a uns 100m da base da nuvem.
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A galera da trip: Dirceu (o fala pouco da estrela), Kovalski, Daniel Carioca e Curreca.
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Restaurante Horizonte Perdido
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Observando a condição e se alimentando um pouco no Quioske.
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No último dia de prova (quinta-feira) a condição foi melhorando a cada hora, com vento Norte estavel, permitiu uma prova de mais de 70km, com muitos pilotos passando do goal e chegando depois as 23 horas no hotel. Junto com chuva de uma CB que formou próximo a Uberaba e acabou desaguando também na região de Araxá, impossibilitando voos no último dia previsto de competição (sexta-feira).
Aguardando fotos da premiação!!!
| Competition Results |
Open Class |
1. Gustavo Ferreira – Niviuk Peak (BR) |
|
2. Eduardo Fernandes Neves – Sol Tracer 22 (BR) |
|
3. Richard Pethigal – Swing Stratus Core (BR) |
Women |
Petra Zellweger – Swing Astral 6 (CH) |
Serial |
Gustavo Ferreira – Niviuk Peak (BR) |
Sport |
Vinicius Gouvea – Swing Astral 6 (BR) |
Fun |
Siamak Pourkalantar – Sol Ellus (IR) |
|
|
Competition Director: Dioclecio
Daily reports: Richard Pethigal
Photos: Hans Bausenwein, Fernando Pradi
See more/Veja mais: http://www.xc-open.org |
Primeiro dia com vento favorável, domingo o céu amanheceu azul, mas uma camada de cirrus tomou contato céu por volta das 10hr, formando uma camada extratiforme que comecou a dissipar depois 11hr.
Ao chegar na rampa a camada mostrava falhas, já estava em processo de dissipação.

Com a condicao prometendo voo, os pilotos se prepararam porem a camada começou a fechar cada vez mais, ocultando o Sol, e zerando a atividade térmica.
O teto maximo ficou por volta de 800m acima da decolagem.
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Pilotos agudando condição, um momento co céu cinza.
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Poucos pilotos decolaram para a competição, e ninguém saiu pra prova devido a cobertura de nuvens no sentido da prova, que sombreava todo o redor da rampa.
Sem voar, muitos pilotos aproveitaram para curtir um choop e um rock no bar da rampa.


A galera do Paraná!
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Algus pilotos aproveitaram para fazer um free, e mais no final da tarde a condição termal ficou mais constante e permitiu bons voos locais.

No final do dia, com muitos voos, o céu estava limpo, sem nuvens, agora é aguardar a segunda-feira para mais um dia que esperamos ser bom para provas.
COBERTURA DIRETO DA RAMPA
Fique informado sobre o evento pelo twitter!

Dia 10 de outubro
Após uma semana de trabalho, aproveitei o dia pra fazer um voo e descansar.
Dia 11 de outubro

O dia estava lindo, pompons pra todo lado, celulas próximas, o que ocasionava algumas áreas de sombra enormes.
Como a galera do Paraná (Sildomar e Trike), estavam com resgate, definimos uma prova até a entrada do parque da Serra Da Canastra e, ficamos aguardando a condição melhorar, pois toda a área a frente da decolagem estava na sombra. O vento estava noroeste, indentifiquei um buraco na camada de nuvens, que se aproximava da decolagem e iria iluminar toda a rampa.
Decolamos, eu, Sildomar, Trike rumo a base da nuvem que já estava ficando escura e uniforme, logo na saida levei uma fechada na direita, comendei rapidio, não afetou o voo nem o giro na termica, e começamos a rodar e subir. A deriva estava pra cima da rampa, porém indo pro céu azul, que logo comecou a esfiapar, e formar uma nuvém.
Para subir tava fácil, era so observar os pilotos e jogar pro lado onde algum era estilingado pra cima. Termais fortes, acima de 5ms. Trike falou pra irmos pro cross, mas demorei alguns segundos pra identificar os dois, e então segui logo atrás, no meio, trike estava mais baixo a direita, Sildomar, pouco abaixo de mim, a esquerda. Nesse ponto percebi que já chegava na estrada e não teria problemas com resgate, comecei a obervar a estrada e o rumo da nossa prova.
Na sequencia o Sildomar sumiu e reapareceu como Trike na base de uma núvem, longe, entao continuei meu voo, subindo e em direção ao lago da mineradora. Muitas vezes ao sair de uma base em busca de outra termal, logo a minha frente uma nova nuvém estava se formando, era olhar pra cima e atirar pro novo “posto de combustivel” que se formava.
Passando a Mineradora
Chegando na mineradora, vejo meus amigos ralando baixo, localizei um arado enorme proximo e me atirarei pra cima da deriva dele, e pipipipiiiiiii….
Trike estava baixo e acabou pousando, e logo o Sildomar também; como estava garantido o resgate, segui, contornando o lago, e ao redor dele so arados, quando já estava pensando em achar pouso, localizei um gerador e comecei a subir pra base que estava a 2300m, nesse ponto já vi Tapira.
Entubando…
A base se aproximou rápido, peguei o rumo no gps e speedei, tudo brando, alguns buracos entre as paredes, perdi o chao muitas vezes, e finalmente sai da núvem, estava sobre Tapida a 2800m, cuidei a estrada pra explicar pro resgate e comecei a subir rumo a cordilheira. Então percebi que as estradas se dividiam em 2 a cada 100m
Sildomar como resgate já estava em Tapira, acabei decidindo facilitar o resgate e pousar mais perto da estrada.


Dia 12 de outubro
Ventaca
Chegamos na rampa e o vento estava muito forte, com rajadas de 44Km/h, voltamos ao Hotel carregamos o carro e após colar o suporte de vidro do GPS, que soltou da base, colocamos o novo destino, Governador Valadares e iniciamos a nova fase da viagem.
Passamos por Belo Horizonte, onde via radio VHF entramos em contato com radio-amadores da região através de repetidora local, neste contato nos informaram que não estava pro voo, nem pilotos voando.
Atravessamos o centro da cidade guiados pelo GPS, que nos colocou na rota para Governador Valadares, porem havia muito trânsito contrário em parte do trecho.
Chegando em GV, como Itabirinha de Mantena não aparecia na lista de cidades do GPS, pedimos informação em alguns postos e pronto, estavamos a caminho; pouca sinalização, estradas sem acostamento, mas chegamos em Itabirinha as 23:50.
Dia 13 de outubro
Apos o almoco fomos conhecer a Pedra.
Com a galera de Itabirinha, que conhecemos a tarde, fomos pra rampa do cristo, Roldeide decolou e eu logo atrás, o vento estava constante, e fizemos um liftão bombado. Mesmo a sobra, com a restituição no final da tarde, era comum pegar bufas de 1,5 a 2ms.
Dia 15 de outubro – Rumo a castelo
Saimos cedo de Itabirinha, rumo a Mantena e de lá a Vitória, o GPS totalmente perdido, e ao entrarmos no ES não mostrava mais nada, pane total.
Chegamos a Castelo as 14hr, depois do hotel, comer, fomos a rampa, 1:40 de chão, até chegar na rampa.

Na rampa, o sol estava oculto por nuvens. Após nosso amigo Carlos e o Oedes (por fone: vai que é isso mesmo), chequei a vela, e esperei, o sol saiu e em alguns minutos comecou a bufa, tentei duas vezes e nada, na terceira optei por correr na diagonal da rampa, de frente para o paredão, contrariando toda a lógica, mas não é que era isso mesmo… antes de chegar ao final já estava em voo.
Parede bombando, 16:50 da tarde
Dia 16 de outubro
Acordei as 6:30 am, o tempo estava fechado, alguns pingos no carro. Tomei café; o tempo ainda fechado, e a previsão nao estava boa, pegamos a estrada rumo ao Rio de Janeiro.
Entrando no RJ o GPs voltou a vida, o ES não possui bons mapas no projeto tracksource, e o roteamento nao funciona, a BR 101 quase sempre foi mostrada.


Na ponte Rio-Noteroi, olha o Cristo lá atrás!
Cruzamos São Paulo e Paraná, o tempo cada vez mais fechado, no PR a chuva foi quase constante durante todo o trecho.
Dia 17 de outubro
Final da trip, cheguei em casa as 8 da manha, no horário de verão, muito casado, estava a 24 horas acordado, depois de mais de 1500km de estrada e mais de 5100Km no total da Trip.
GPS é bom, mas um mapa ajuda muito
Chegando no Brasil, já tinha o príximo destino marcado, Andradas, na clínica de instrutores ABP. Já falando portugues novamente, peguei um sotaque castelhano nesses últimas semanas hehehe.

A pousada do Cesar, ficamos lá em baixo, lugar muito tranquilo, e deve ser show depois do voo pegar uma piscina.

Olha as streets!

Depois da clínica aproveitamos pra fazer um último voo antes de retornar pra casa.


Sentindo a vela, antes de decolar.

Eu (Kovalski), Luciano (Zeitona) e Harlei.
